quinta-feira, 2 de junho de 2011

Festa de Abertura do Novo Cogumelo Mágico


                No dia vinte e oito de Maio de dois mil e onze, pelas dez horas, realizou-se em Almada uma reunião presidida por mim e com a presença de Johnny, Ana Maria, Chico Norris, DJ e Andrè e com a seguinte ordem de trabalhos.

                Foram feitas intensas queixas. Intensas queixas relativas à piada destas actas, concebidas para nosso gáudio e fantasia, feito Rádio Orbital. Devo, portanto, revelar a verdade, a causa que leva a esta consequência. Será para todos evidente. A realidade é que estas actas têm sido redigidas ao som de aulas de Saúde Pública Veterinária. A chatice destas aulas é absorvida pelas actas, por osmose. Peço portanto desculpa, como secretária.

                Era o dia de ressaca do Baile de Finalistas, mas eu não tinha ressaca nenhuma. Tinha falado com Chico Norris acerca de ir visitar o Partido, mas tinha-se posto a chover uma chuva apocalíptica. As esperanças eram nulas. Ainda por cima era a festa de abertura do Novo Cogumelo Mágico em Almada! No entanto, de propósito para nós, o tempo levantou-se e as nuvens nimbus deram lugar a uma noite acinzentada coberta por um imenso cumulus. Fui para Almada depois da final de um jogo de futebol a nível europeu e Chico Norris apanhou-me. Ele vinha a ouvir os 10.000 anos entre Vénus e Marte (a Terra, portanto), disco que eu tinha estado a ouvir recentemente. Este disco é como uma versão espacial dos Pink Floyd, e veio a tornar a nossa noite mais interessante do que poderia ter sido. Chico Norris fez-me prometer que eu ia com ele a Melotron, e eu disse que sim porque é uma viagem interessante de se fazer.

                O café do Ivo estava todo cheio, por isso fomos para o café do lado, que nem sequer tem serviço de mesas. Lá encontrámos Johnny, Ana Maria e DJ, que me perguntaram pelo baile de finalistas. Respondi-lhes a verdade, que vi os meus colegas bêbados e que abracei todos os meus professores, incluindo a detestável Angéla, que é claramente uma puta porque é uma gaja boa. E incluindo o Senhor Canamicina, que teve um AVC por excesso de álcool e por isso fala como se tivesse tido um AVC por excesso de álcool. Mostrei-lhes as mihas novas unhas, cor de rosa com umas decorações pretas nnos polegares e anelares, e que não me permitem escrever no computador com a minha rapidez habitual. Eu nunca, durante toda a minha vida, havia tido unhas. Até posso coçar a cabeça com elas! É claramente fascinante! Ana Maria tirou uma fotografia às minhas unhas.

                De repente, Johnny reccebeu mensagem que informavam que estavam a dar champanhe, sushi e amostras grátis no Novo Cogumelo Mágico. Andrè ainda não tinha chegado, mas fomos a correr. Lá chegados, analisámos o conteúdo da loja. Tem menos coisas do que a do Bairro Alto, coisa que comentei com a empregada brasileira com uma t-shirt cujo tema era cogumelos fogetões. Ela perguntou-me qual das lojas, mas eu não sabia que havia mais do que uma. Procurei um grinder cor de rosa, mas não havia nenhum. Eu quero um cor de rosa ou roxo, ou com um desenho que não seja uma folha de várias pontas, mas aparentemente não existem. Talvez na loja original... Bebemos champanhe, ouvimos uma freak a cantar durante três segundos, Johnny perguntou pelas categorias de mortalhas e vimos filtros de plástico, muito amigos da natureza. Como não nos deram amostras, fomos embora. Vi a Ivone à saída, que me contou que a festa do dia anterior ainda tinha continuado depois de eu me ir embora. Andrè tinha aparecido com a minha forma de bolos e depois voltou à loja com Ana Maria para a ver. Deram-lhes as amostras que tanto ambicionávamos. A ivone disse que depois se calhar ia ter ao Santuário e, despedindo-me dela, fui para as Piscinas.

                Lá, começámos a ouvir o José Cid. A amostra informava que não era adequada ao consumo humano, pelo que concluímos que era própria para animais. Ora, todos sabemos que a letra K também é própria para animais e ninguém duvida do bem que faz aos seres humanos. Expliquei a Johnny que o sítio onde ele este não era o sítio onde era suposto ter ido parar, porque o efeito nos seres humanos é suposto ser excitatório. Lembrei-me de como o Wolverine tinha falado nos putos que metem adubo para plantas e, todos adubados, vão por aí a crescer e a tomar banhos de sol, sob um erfeito excitatório e depressivo ao mesmo tempo. Se calhar é isso que é ser uma planta, é estar-se parado no mesmo sítio com a cabeça numa excitação. Consumimos o produto para animais e Johnny garantiu que aquilo não era nada, que era só tabaco. Mas Andrè duvidou. E eu também estava a duvidar. Tirámos fotografias com o telemóvel da Ana Maria, incluindo uma imagem pictórica do Cthulhu. Falámos de engolir e lemos a banda desenhada que eu levava nesse dia. Era Count Cain, de Kaori Yuki, e estava em francês. Johnny tentou ler, mas confundiu-se com os nomes ingleses - porque as pessoas do livro são inglesas - e desistiu. Depois eu li, mas não cheguei a explicar a história, que basicamente são as aventuras de mistério, terror e gtóticidade do jovem Conde Cain Hargreaves, que colecciona venenos e tem um criado chamado Riff e uma irmã pequena chamada Maryweather, que é frequentemente raptada. Andrè perguntava se aquilo era Placebo, se era Placebo a tocar dentro da cabeça dele. Disse-lhe que não, que era José Cid. Para os outros, a amostra parecia não estar a funcionar, ams eu até com munchies fiquei e tive de comer a minha muito deliciosa barrita energética de morango, que - com um copo de chá - vale por uma refeição. Sem o copo de chá... É só uma barrita energética. Recordámos os zombies e decidimos usar a minha amostra holandesa. Depois, como a noite iria ser supostamente muito softcore, decidimos ir ver o Santuário. Johnny e Ana Maria foram-se embora e seguimos.

                No Santuário pedi uma garrafa de água e tomámos uma decisão. Para mim a amostra ainda estava contente, mais a outra amostra. Estava feliz porque não estava ressacada, tinha dormido bem e não tinha tido sonhos perturbantes que incluiam marcar pequenos póneis com ferros em brasa coloridos. Por isso tomámos a decisão de ficar. Andrè não estava presente. Quando regressou, voltou logo lá para dentro. Parece que a noite anterior tinha sido muito complicada para o resto do Partido, e estavam cansados, mas também queriam ficar e sermos todos muito, muito felizes. Aparentemente gastaram a garrafa de vodka que nos tinha sobrado e, consequentemente, devem-me uma garrafa de vodka igual àquela que sobrou (ou uma garrafa de rum, é opcional). Subimos para cima, porque para baixo está o Inferno e hoje era dia de ir a Melotron, e pediram hamburguesas. Eu estava cheia de munchies outra vez e a fome atormentava-me. Tiveram de me convencer a não comer um ou dois hamburgueres (ou hamburguesas, conforme a dobragem do Doraemon que estivermos a ver), por isso afastei-me deles e fui fumar para uma mesa do canto com o Andrè. entretanto estava  apssar um filme péssimo na televisão sobre as nossas cabeças, e lemos as legendas em voz alta. Não era emocionante.

                Circa duas horas e meia da manhã, fomos ter com o Miguel, o nosso amigo das bombas de gasolina. Lutei aos sabres de luz com o Andrè e ganhei várias vezes por ter, durante tantos anos, observado lutas de kendo e de samurais nos desenhos animados. Ele só me acertou uma vez, mas foi no olho e por isso amuei e parei de lutar aos sabres de luz. A policia estava instalada na bomba de gasolina, por isso eu e DJ fomos comprar três litrosas e um maço do tabaco mais barato. E eu pedi a chave da casa de banho, acho que me tornarei habituée daquela casa de banho. Com estas três cervejas podemos tentar compensar a garrafa de vodka (ou uma garrafa de rum, é opcional) mas é um assunto que tem de ser debatido em mesa redonda. Fomos para o Moinho, sítio onde eu nunca tinha estado. Lá, pusémos o disco do José Cid a tocar outra vez desde o princípio e falámos sobre Melotron. Chico Norris confessou que até meteria um guardanapo para ir até Melotron, e que eu tinha prometido ir com ele. Lembrei-me que ser guia turístico dá um certo trabalho, mas enfim, lá aceitei. Eu rebolava de um lado para o outro, e depois decidi que a casa de banho era ao descer umas escadas pelo meio da erva. Fomos admirar o Santuário do Zé Gato, onde também estava o 666 e o 999. Por isto, o Zé Gato não é nem um santo nem um demónio, mas sim uma coisa intermédia: um gato.

                Tinham chegado uns fulanos que pensámso que fossem polícias à paisana, mas não eram.

                Fui com Andrè ver o moinho, na companhia de uma litrosa, e ele decidiu apanhá-los todos. Aos bichos da conta, quero dizer. Ele tinha a esperança que se transformassem todos em bolinhas, mas eles começaram a andar pelas mãos dele. Havia lá uma cerveja abandonada, que ele tentou beber mas que eu impedi. Também apanhou um caracol, que é um pokemon raro no meio de todos os bichos da conta. Decidimos que os íamos atirar ao Chico Norris e fomos, mas não funcionou. Depois ele abanou a mão e cairam todos, até o caracol. Depois Andrè subiu para uma elevação perpendicular poliédrica e observou o espaço. Perguntei-lhe como ia sair dali e ele respondeu que seria com um mortal para trás. Decidiu, sabiamente, não o fazer. Escrito por baixo da elevação estava:

Eu vou ali
                Persegui uma mancha no chão e fui outra vez ao Santuário do Zé Gato, onde os ouvi a congeminar situações malignas. Falámos da Cristina, que nos tinha traído, e eu não estava a perceber a sityação. Mas depois DJ explicou com linguagem gestual e eu compreendi e fiquei perturbada.        

                Andrè pediu uma música do Michael Jackson e explicou o seu verdadeiro sentido. Foi horrível. Ele canta mesmo aquilo. É verdade.

                E de repente, éramos tão poucos, ficámos muitos! Vindos directamente da festa de anos do Wolverine, chegou uma série de pessoal, incluindo a Andrea que ficou muito espantada por eu lá estar.­ Demos um abraço cheio de amor, fiz uma placagem à Andrea e o Zé Gato falou do seu santuário. Fabiano falou sobre como a polícia uma vez tinha revistado o carro onde estavam, vendo tudo mas falhando a caixa que tinha os conteúdos ilícitos. Contei à Andrea que estava zangada com a Princesa Fifi por ela ter ido de propósito à mesma loja que eu comprar um vestido como o meu para o baile de finalistas. Mostrei-lhe as minhas unhas novas. Explicámos o verdaddeiro sentido da música do Michael Jackson.

                Entretanto pedimos a Fabiano que terminasse com o meu verde - o que significa que já não tenho muito mais verde para utilizar - mas só consumi um bocadinho. Porque, digamos, tinha de me ir embora. Era só descer umas escadas, mas o Chico Norris foi comigo porque descer as escadas é difícil. Apanhei o barco e descobri a maneira genial de me tornar uma pessoa genial. Senti-me genial ao ser genial.

                Ao chegar a casa descobri que me tinha esquecido da Andrea dentro do carro do Chico Norris, e da inha forma de bolos também. Queria mandar uma mensagem à Andrea, mas as minhas unhas novas não mo permitiram.

                E, nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente acta que, depois de lida e aprovada, vai ser assinada pelo presidente e por mim, a Amiga Imaginária, na qualidade de secretária, que a redigi.

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